“A Complexidade das Coisas Banais”, de Albino Santos, Casa do Gramido, 29 de março
Este novo livro, A Complexidade das Coisas Banais, de Albino Santos, com prefácio de Manuela Barroso, é um poemário que explora temas como o amor, o desejo, os sonhos e a passagem do tempo. Apresenta-nos uma linguagem lírica e metafórica, onde o poeta mergulha nas nuances das relações e dos sentimentos. Através de versos carregados de sensualidade e simbolismo, Albino Santos convida o leitor a refletir sobre a profundidade existente naquilo que aparenta ser trivial. A beleza da natureza e a figura amada servem frequentemente de inspiração para a sua poesia.
Trechos do prefácio à obra, por Manuela Barroso
A poesia á a arte suprema da palavra onde o poeta reconfigura um mundo no mundo do leitor ora com a inércia dos dias, ora com a incandescência dos seus sonhos imbuídos de paixão como se comprova em “A COMPLEXIDADE DAS COISAS BANAIS”, de Albino Santos, obra agora em questão. Enquanto campo imagético ela estimula o sonho, uma via para alcançar o inatingível. A linguagem metafórica transporta o leitor para um mundo de vivências e emoções numa complexa procura do Tu numa simbiose com elementos naturais, numa cumplicidade suprema com o delírio das madrugadas, o mundo do sonho. (…) ALBINO SANTOS é o Poeta de eleição na vertente sensual do Amor. Ele é a voz do poema em constante estado encantatório por esse Tu, uma chama onde o poema permanece em incandescência. Contorna e burila a linguagem com a sofisticação do requinte metafórico para que o Amor nos chegue em “estado puro” o que só é possível pelo seu conhecimento literário e arte poética.
Comentário da poetisa brasileira Fernanda Teixeira a “A Complexidade das Coisas Banais”.
Recebi de Albino Santos o livro A Complexidade das Coisas Banais de presente e, antes mesmo de abrir a primeira página, já havia uma beleza no gesto: um poeta que oferece seu olhar sobre o cotidiano, embalado pelo título que promete profundidade naquilo que, à primeira vista, parece simples. Agradeço, de coração, ao autor por me presentear com tão linda obra.
O livro é, como o nome sugere, uma viagem delicada pelo território do comum mas vista por dentro, com a lupa de quem sabe que a vida acontece nos intervalos. Albino Santos, tem esse dom raro de perceber o extraordinário no gesto mais trivial: o café que esfria na mesa, a lembrança que insiste em voltar, o silêncio que acompanha o entardecer. Em suas mãos, cada coisa banal se desdobra em camadas, e o leitor se vê diante de uma espécie de filosofia poética do cotidiano.
A linguagem é limpa, precisa, mas nunca fria. Há emoção no modo como o poeta costura palavras, sem pressa, respeitando o tempo de cada imagem. Ele parece entender que as palavras também respiram, e dá a elas o espaço necessário para dizer mais do que dizem. Ler Albino Santos é entrar num ritmo outro o da contemplação, o da pausa que revela sentido.
Os poemas e reflexões do livro formam um mosaico de experiências humanas: pequenas perdas, descobertas, memórias, ironias e ternuras. Cada texto é um convite para olhar de novo o que sempre esteve ali, mas que, pela pressa, deixamos de ver. Albino nos lembra que o banal é apenas o essencial disfarçado.
Em A complexidade das Coisas Banais, o autor prova que o poético não está distante da vida ele é a própria vida, quando olhada com atenção e amor. É um livro para ser lido devagar, com o coração aberto, como quem observa a luz mudar dentro de casa ao longo do dia.
Ao fechar a última página, fica a sensação de que o mundo está um pouco mais bonito não porque mudou, mas porque aprendemos, com Albino Santos, a enxergá-lo de outro modo.
Um livro necessário, terno e lúcido desses que permanecem ecoando em silêncio, mesmo depois que terminamos de ler. Amei e indico
(o texto segue a grafia do português do Brasil)