Portugal nem tudo está perdido – do Movimento dos Capitães ao 25 de Novembro / Capitão Fernandes

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Este livro cobre um tempo que vem de 1973 à actualidade, incluindo o 25 de Novembro. Livro de um militar que viveu os acontecimentos por dentro desde a primeira hora do 25 de Abril. percorre em consequência o Movimento dos Capitães, a sua evolução até o MFA, o 16 de Março, o 25 de Abril, o 28 de Setembro, o 11 de Março, o verão quente de 1975, até chegar ao contexto de 25 de Novembro; a assembleia de Tancos, os documentos dos “Nove” e do Copcon, a queda de Vasco Gonçalves, o VI governo e a sua contestação permanente, os FUR, os SUV, o próprio 25 de Novembro e suas consequências.

 

Nascido em Angola, em 1943, Álvaro Henrique Fernandes (Capitão Fernandes) foi, aos 31 anos, o oficial de ligação entre o Posto de Comando da Pontinha do Movimento das Forças Armadas, que derrubou a ditadura no 25 de Abril de 1974, e foi um dos fundadores da Frente de Unidade Revolucionária (FUR). Esteve ao lado de Otelo Saraiva de Carvalho, o estratego do 25 de Abril, no Comando Operacional do Continente (COPCON), e teve um papel ativo durante os acontecimentos do Processo Revolucionário em Curso (PREC). Em setembro de 1975, distribuiu, por ordem de Otelo, “por diversas unidades de Lisboa, parte do armamento” recebido de Angola para “as mãos de operários e camponeses”, cerca de 1.500 G3, segundo reivindicou mais tarde, como recorda o “site” dos veteranos da Guerra do Ultramar (http://ultramar.terraweb.biz/). Após estes acontecimentos, passou à condição de desertor do Exército e refugiou-se em Paris, onde obteve o estatuto de “refugiado político”, lê-se ainda no “site”.

Foi autor de quatro livros, entre eles este  “Portugal – nem tudo está perdido”.

Esgotado

Livro usado, em bom estado

FORMATO: cm 14,5×20,5 – 176 páginas

EDIÇÃO: Ulmeiro, 1976