Desenhos da Prisão (1.ª ed. 1975) / Álvaro Cunhal

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Este é um documento artístico e político único: um conjunto de desenhos realizados clandestinamente durante os anos em que o dirigente comunista esteve preso pelo Estado Novo. A obra revela, simultaneamente, a resistência íntima, a disciplina criativa e a visão humanista de Álvaro Cunhal, transformando o espaço da prisão num território de expressão estética e afirmação pessoal. Álvaro Cunhal transforma o espaço da prisão num território de criação, onde cada linha é gesto de resistência. Os retratos são particularmente marcantes: rostos silenciosos, olhares intensos, expressões contidas. São figuras que parecem emergir da sombra, carregadas de humanidade. A prisão surge como cenário recorrente — celas, portas, grades, objectos — mas nunca como espaço de derrota. A arte funciona como afirmação da dignidade humana.