Cangamba e Praia do Bebé – – Dois Casos de Olaria Angolana

30,00

“Estudos dedicados, exclusivamente à olaria tradicional angolana escasseiam. Daí que muitos problemas ainda subsistam em aberto, nomeadamente os derivados dos contactos de cultura, que também ocorreram no campo da olaria, aliás numa extensão e profundidade impossíveis, por enquanto, pelo menos, de avaliar”. (Carlos Lopes Cardoso)

“…esse trabalho (Os Oleiros de Cangamba) reveste-se de particular importância por relevar dois aspectos de fundamental interesse: a inexistência de oleiras, quando, em toda a África, salvo raras excepções, é às mulheres que cabe esta tarefa; e o processo de fechar a base do pote em último lugar. Lembro-me que Hélène Balfet, do Museu do Homem, fala de oleiros do Nordeste da Etiópia, como caso mais excepcional, e situa entre o Lago Victória e a Rodésia esse processo original de fechar a base da panela em último lugar.” (Benjamim Enes Pereira)

“Que útil e interessante seria, ter de todas as regiões da África indicações tão pormenorizadas da técnica e da “construção” dos recipientes de barro como as suas!”. (Margot Dias)

formato 21x23cm com sobrecapa

252 páginas

 

 

Autor

Adélio Macedo Correia

Adélio M.M Correia nasceu em Barcelos a 26 de Janeiro de 1943. Docente convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, de 1979 a 2003. Cadeiras de Antropologia Cultural e Transformações Sócio-Culturais no âmbito da Licenciatura em Geografia e Planeamento Regional. Colaborador do Museu de Olaria, desde 1964, para o qual procedeu à recolha sistemática de louças e ferramentas nos centros oleiros de Beringel (Beja, 1966/67), Cangamba (Leste de Angola, 1968) e Praia do Bebé (Lobito, Angola, 1969). Licenciado em Ciências Antropológicas e Etnológicas pela Universidade Técnica de Lisboa. Diplomado em Administração pela mesma Universidade. Prémio "Comandante Paço d'Arcos" para o melhor aluno do curso de Administração. Estágio sobre "Comunicação Audio-Scripto-Visual", organizado pela Universidade de Poitiers na Escola Internacional de Bordéus, 1987. Frequentou o primeiro ano do Curso de Arquitectura da Escola Superior de Belas Artes do Porto,1964, onde realizou o seu primeiro trabalho de investigação que posteriormente foi publicado. Prémio "Gomes Pereira/1966", modalidade Ensaio, para estudos de Etnografia. Sócio-Fundador da Ethnologia Europaea. Pertenceu à Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia. O seu trabalho sobre As Olarias de Beringel foi incluído na bibliografia seleccionada pelo Ministério da Educação para documentação do professor de Educação Visual do ensino preparatório. Tem publicados os seguintes trabalhos: As Barcas de Passagem do Cávado a Juzante de Prado, "Cadernos de Etnografia", Museu Regional de Cerâmica, Barcelos, 1965. Patrocínio do Centro de Estudos de Etnologia Peninsular/Instituto de Alta Cultura. 1964; Os Espelhos de Negreiros, Suplemento Literário do "Jornal de Notícias", Porto, 26 de Maio 1966. As Olarias de Beringel, "Cadernos de Etnografia", Museu Regional de Cerâmica, Barcelos, 1968; arranjo gráfico do Escultor Zulmiro de Carvalho; publicação integralmente subsidiada pela Fundação Calouste Gulbenkian; Os Oleiros de Cangamba, separata de "Olaria", Boletim do Museu de Cerâmica Popular Portuguesa, Barcelos, 1968; João Macedo Correia, Ceramista, in "Mestres Artesãos do Século", Instituto do Emprego e Formação Profissional, Lisboa, Junho/Julho 2002; Olaria de Barcelos, Lutar para Sobreviver e Olaria de Beringel, A Morte Há Muito Anunciada, in "As idades da Terra", Instituto do Emprego e Formação Profissional, Lisboa Junho 2003; Cerâmica Macedo, Barcelos, in Catálogo Bilingue "Cerâmica Portuguesa no Período Art Déco", Instituto Camões/ Universidade de Rutgers, Newark, EUA, Fevereiro/Abril 2005; João Macedo Correia. O Legado de um Ceramista; Barcelos, Museu de Olaria - Seda Publicações 2017. Membro da Direcção do Banco Fonsecas & Burnay, 1979-1989, na área da Formação e do Desenvolvimento do Capital Humano. Director do Acordo de Cooperação assinado entre o Banco Fonsecas & Burnay e o  Banco Nacional de Angola, que visou a criação do Centro de Formação do BNA.1980-1990. Coordenador das missões da cooperação do BFB junto dos Bancos Centrais dos PALOP; Animador dos Seminários realizados pela Sub-Comissão Interministerial dos Cinco para a Banca, Finanças, Alfândegas e Seguros, a convite dos respectivos Bancos Centrais: Praia 1987, Luanda 1987, Maputo 1988, S. Tomé 1989, e Bissau 1990. Administrador Executivo da PROMÁTICA, Empresa de Consultoria e Formação do Banco Fonsecas & Burnay, depois Grupo BPI, 1989-2005. Director de Projectos da ULEGE - ANGOLA, Escola de Estudos de Gestão da Universidade Lusófona de Lisboa, junto de grandes Instituições e Empresas  Angolanas, 2005-2014. É Diplomado em Administração pelo ISCP e Licenciado em Ciências Antropológicas e Etnológicas pela mesma Universidade. Foi Docente convidado da Faculdade de  Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, 1979-2003. Cadeiras de Antropologia Cultural e Transformações Sócio-Culturais no âmbito da Licenciatura em Geografia e Planeamento Regional. Prémio “Gomes Pereira/1966”, modalidade Ensaio, para estudos de Etnografia é Sócio-Fundador da Ethnologia Europaea e Bolseiro do Centro de Estudos de Etnologia Peninsular/Instituto de Alta Cultura para realização de um trabalho de campo sobre as Barcas de Passagem do Cávado. Tem um vasto  conjunto de trabalhos publicados nas áreas de Etnografia, Olaria e Cerâmica.