Libânia Madureira, natural da cidade do Porto, é uma voz activa no panorama poético contemporâneo lusófono. Participou em mais de três dezenas de antologias literárias publicadas em Portugal, França (Paris) e Brasil, país onde reside temporariamente.
É autora da obra "Sentimentos de Cristal" (edição de autor em 2007), na qual desenvolve uma linguagem poética marcada por intensa carga emocional e por uma dimensão teo-dialógica, assumindo a palavra como espaço de comunhão afectiva, humana e espiritual.
Ao longo do seu percurso, tem promovido e dinamizado diversas tertúlias literárias no Porto e em localidades limítrofes, fomentando o intercâmbio poético e cultural. Os seus poemas integraram exposições de artes plásticas, testemunhando um diálogo constante entre a palavra e a imagem, e participa regularmente, como leitora convidada, em apresentações de obras poéticas de outros autores.
Colabora, a convite, no programa "Hora da Poesia", da Rádio Vizela, sob coordenação da Dr.ª Conceição Lima.
Durante mais de quarenta anos exerceu funções na área da Justiça, como Assistente Jurídica, experiência que reforçou a sua consciência do valor da palavra, da escuta e do diálogo, dimensões que se reflectem de forma significativa na sua escrita.
É co-fundadora da ACLAL – Academia de Letras e Artes Lusófonas (2008), do projecto "Trovas Poéticas", em parceria com o músico e compositor Carlos Andrade, e do Grupo Literário "Asas da Poesia". É igualmente Sócia Constituinte da Associação de Amizade e Apoio à Língua Portuguesa no Mundo – CPLP e Diáspora.
Integra o "Dicionário de Autores Regionais – Encontro de Autores Regionais" (Tarouca, 2018), iniciativa do Professor César Luís de Carvalho.
Entre as distinções recebidas destacam-se a Menção Honrosa do Clube de Poetas Vivos (2010), com o poema «Cartas de Amor»; a Menção Honrosa do Concurso Literário Eça de Queirós, na Póvoa de Varzim (2014); a Menção Honrosa da ALAP – Academia de Letras e Artes de Paranapuã (2021); o Óscar de Poesia 2023, atribuído pelo American Club; e o 3.º Lugar no Concurso Ásia-Literária (2023/2024), entre outras distinções.
Participou no projecto internacional "Hyperpoem", o maior poema colectivo da história, reunindo cerca de dois mil poetas de mais de noventa países, com versos escritos em cinquenta idiomas sob o tema da Amizade Internacional.
Em 2008 integrou igualmente o projecto "Poetas Somos", plataforma digital de divulgação poética que viria a culminar na co-autoria da obra "Aurora de Poetas".
Em Julho de 2026 publicou, aqui na Seda Publicações, "Tudo o que molda o silêncio".