Alberto dos Santos Miranda nasceu em Macedo de Cavaleiros no dia 14 de Fevereiro de 1912. Faleceu em 1992 em Vila Real, cidade onde viveu praticamente toda a vida adulta. Como escritor, Alberto Miranda foi sobretudo um poeta, embora tenha publicado (por vezes com regularidade) textos de carácter jornalístico e apreciações literárias. A sua lírica correu geralmente com respeito dos cânones tradicionais: rima e métrica, uma poesia agradavelmente eufónica, revelando uma notável segurança em especial nos géneros quadra popular e soneto. Os temas dominantes foram sempre a saudade, a desilusão, pessoas e lugares concretos. Publicou os seguintes títulos de poesia: «Musa Incerta» (Vila Real, 1957, com prefácio de António Cabral); «Regresso» (Vila Real, 1962); «Relíquias da minha terra» (Vila Real, 1966, 2.ª edição em 1992); «Entre dois rumos» (Vila Real, 1981, com capa de João Estrócio; constitui o n.º 1 da Colecção Tellus, da Câmara Municipal de Vila Real); «Antologia Poética» (Vila Real, Publicações Setentrião, 1985); e «Aguarelas» (Vila Real, 1988; constitui o n.º 3 da já citada Colecção Tellus). Para além disso, colaborou com bastante regularidade em várias publicações, como: «Amigos de Bragança», «Além-Douro», «Alto Tâmega», «A Região», «A Voz do Nordeste», «Bairrada» 8.ª partir de 31 de Dezembro de 1958), «Catassol», «Gazeta Literária» (órgão da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, de quem era membro), «Gil Vicente», «Nordeste Cultural», «Notícias do Douro», «O Cávado», «O Transmontano», «O Vilarealense», «Revista CNA» (do Colégio Nun´´Alvares), «Tellus», etc. Obteve prémios em diversos concursos poéticos, como sendo o 1.º prémio dos Jogos Florais Transmontanos em 1956 e em 1958, e do concurso de quadras de S. João promovido pelo “Jornal de Notícias” em 1960.