Um Sentido para a Vida / Saint-Exupéry
Coletânea de textos escritos entre 1926 e 1943. Nesta obra, Saint-Exupéry reflete sobre a condição humana, os sentimentos, a caridade, a justiça e a efemeridade da vida. Com um tom nostálgico e espontâneo, ele conduz-nos a uma compreensão mais profunda do sentido da vida.
“Antoine de Saint-Exupéry volta a mostrar o mesmo esforço por compreender os homens. A grandeza do homem não se esgota integralmente no destino da espécie. Cada indivíduo é um império e não uma formiga num formigueiro ou, o que é o mesmo, uma térmita da termiteira, símile de que voltará a deitar mão mais tarde. O homem não é o que se vê, é difícil medi-lo ou delimitá-lo. O homem são as canções nos dias de festa, a sopa quente à noitinha, as ternuras e cóleras, são parentes, amigos. Para o homem, a verdade é aquilo que faz dele um homem. O gesto de um homem é uma fonte eterna, tem repercussão através dos tempos. É impossível medir o império dos homens. E é com tristeza que Saint-Exupéry verifica que os homens já não se respeitam uns aos outros. São aguazis sem alma, «dispersam aos quatro ventos um mobiliário sem saber que aniquilam um reino». Tem de se fazer com que o homem nasça, com que se liberte da ganga, que assuma um rosto. Requer-se uma mesma imagem para que o homem possa comunicar com o homem. Se os homens se abordarem diretamente uns aos outros, o mais certo é não se virem a encontrar: para se encontrar, precisam de se confundir no mesmo deus.” (Ruy Belo, no prefácio à obra).
exemplar em razoável estado, com assinatura de posse
14,5×21,5cm – 212 páginas
Editorial Aster, ed. janeiro de 1976
